O desfile da Unidos da Ponte encerrou a primeira noite de Carnaval na Sapucaí. Como a última escola a desfilar na Série Ouro, a Unidos da Ponte contou com o impulso de sua bateria, que levantou o público presente com sua energia contagiante. Sob a liderança do mestre Branco Ribeiro, os ritmistas desfilaram com determinação, proporcionando uma performance que cativou a todos.

O carnavalesco Renato Esteves desenvolveu o enredo “Tendendém – O axé do epô pupá”. Ao longo do desfile, a escola exibiu 17 alas, cada uma representando uma parte importante da narrativa da saga do dendê desde suas origens míticas na África até sua chegada ao Brasil.

A estética das alas destacou-se pelo uso de cores fortes e materiais alternativos, uma escolha criativa de Renato Esteves para contornar as limitações de orçamento. Na ala 10, “Oxumarê creme de arroz e milho”, por exemplo, os componentes utilizaram colheres plásticas na cabeça. O uso de cores foi evidente em toda a apresentação, como na ala nove, “Pra Exu e Pombagira tem marafo e dendê”, dominada pelo vermelho, e na ala 16, “Pra Nanã sarapatel”, onde o lilás predominou.

Apesar da criatividade nas fantasias, alguns passistas enfrentaram dificuldades para sambar devido ao tamanho das cabeças das fantasias. Embora não fossem pesadas, em alguns momentos era necessário segurá-las para evitar quedas, sendo esse um dos pontos negativos observados durante o desfile.

Em resumo, a Unidos da Ponte marcou presença com sua energia contagiante da bateria e a criatividade na apresentação do enredo “Tendendém”, garantindo uma participação memorável na primeira noite de Carnaval.